Durante a sessão da noite de anteontem, três vereadores criticaram a postura do Governo do Estado de São Paulo na saúde
Vereadores de Votuporanga reclamaram da atuação do Governo do Estado de São Paulo na saúde Foto: Câmara Municipal
Da redação
Durante a Sessão Ordinária da Câmara de Votuporanga de anteontem, vereadores usaram seus tempos de tribuna para criticar o Governo do Estado de São Pulo na atuação na área saúde na cidade.
O principal crítico a essa situação foi o presidente da Câmara, Daniel David (MDB). Durante a fala do vereador O Wartão (União), ele pediu a palavra e criticou a falta de repasses estaduais para a saúde na cidade. “Fazer hospital é muito fácil. Para levantar parede, vai em Brasília, volta com R$ 20 milhões e pronto. O problema é que nós temos um Governo do Estado deficitário, que não está nem um pouco preocupado com a população. A Santa Casa fecha em R$ 2 milhões por mês de prejuízo, e vai aumentar com o Hospital Materno-Infantil (HMI). O certo era não ter feito, porque vai dar pau. Agora cadê o governador? Que não atualiza a tabela do SUS faz 20 anos. O Governo do Estado é ruim. Vem de agora? Não, faz tempo. Mas se ele está lá agora, tem que resolver. Cadê os deputados estaduais?”, indagou o presidente da casa.
Ele ainda cita outras cidades, dizendo que “Fernandópolis e as cidades vizinhas, elas estão arrebentadas. Pelo menos a gente tem uma Santa Casa bonita, de referência, zero contaminação por bactérias. Mas não temos dinheiro suficiente para sustentar a saúde.”
Ao continuar sua fala, Wartão afirmou que o governador Tarcísio “veio aqui para enganar a população. A verdade é essa. Ele veio aqui para enganar. O HMI não vai conseguir levantar as paredes porque o recurso dele é pouco, não vai dar para fazer tudo e ele vai dar banana para Votuporanga.”
O vereador Cabo Renato Abdala também entrou nas críticas, levantando o financiamento da saúde na cidade. “2025, que foi o último ano fechado, repassamos para a Santa Casa R$ 75,5 milhões. Desses, R$ 47 milhões vieram da União. Quando digo Santa Casa, digo o hospital e contrato da OSS para gestão das unidades de saúde. Está incluído atenção básica, assistência hospitalar e ambulatorial. O estado de São Paulo mandou somente R$ 6,9 milhões, com previsão de R$ 20 milhões. Isso leva a crer que os R$ 15 milhões para o HMI estava dentro disso e foram usados em tom eleitoreiro. Precisamos analisar esses números, reunir as autoridades responsáveis”, afirmou o edil.
Ele também criticou pessoas que tiram fotos com o governador buscando autopromoção. “O pessoal de Votuporanga, fiquem atentos, porque tirar foto com o governador, jogando purpurina, e depois vir fazer crítica, vamos ter que dar uma atenção a isso”.