O ex-prefeito citou a Lei de Responsabilidade Fiscal e argumentou que os gestores municipais não podem simplesmente encerrar seus mandatos deixando despesas sem cobertura para seus sucessores
Marão rejeitou a ideia de que a dívida possa ser atribuída simplesmente a uma determinada administração Foto: Prefeitura de Votuporanga
Fábio Ferreira
Um dos temas de maior repercussão durante a entrevista desta quinta-feira (27) com o ex-prefeito Júnior Marão foi o parcelamento, em até 300 meses, da dívida de aproximadamente R$ 48 milhões da Prefeitura com a União.
Marão rejeitou a ideia de que a dívida possa ser atribuída simplesmente a uma determinada administração. Segundo ele, processos judiciais, precatórios, financiamentos e outras obrigações podem atravessar diferentes mandatos até que sejam definitivamente cobrados ou parcelados.
O ex-prefeito citou a Lei de Responsabilidade Fiscal e argumentou que os gestores municipais não podem simplesmente encerrar seus mandatos deixando despesas sem cobertura para seus sucessores.
“Eu assumi a Prefeitura e paguei mais de R$ 50 milhões entre financiamentos, precatórios e dívidas”, afirmou. Segundo Marão, obrigações financeiras fazem parte da administração pública e o ponto principal é avaliar se elas comprometem ou não a capacidade financeira do município.
Durante a entrevista, ele também defendeu as explicações dadas anteriormente pelo secretário municipal da Fazenda, Deosdete Vechiato, e pelo procurador Douglas Lisboa à Rádio Cidade. Marão destacou a atuação técnica dos dois servidores e afirmou que Votuporanga historicamente mantém uma política conservadora no controle das contas públicas.