De acordo com o registro policial, a vítima recebeu uma mensagem pelo WhatsApp de um número diferente do utilizado por sua advogada. Apesar da mudança no contato, o perfil exibia uma fotografia semelhante à da profissional, o que levou a aposentada a acreditar que conversava com sua representante legal.
Durante a conversa, a golpista informou que a vítima teria valores a receber em decorrência de um processo judicial e explicou, inclusive, qual seria o montante referente aos honorários advocatícios.
Na sequência, a aposentada passou a ser contatada por um homem que se apresentou como promotor de Justiça. Ele realizou uma videochamada em que a vítima podia ser vista, mas alegou problemas técnicos que impediam o acionamento da própria câmera.
Sob a justificativa de viabilizar o depósito dos valores do processo, o suspeito solicitou informações bancárias e orientou a vítima a acessar um link enviado durante a conversa. Após fornecer os dados, a aposentada percebeu movimentações financeiras não autorizadas em suas contas, incluindo empréstimos e compras, principalmente na rede Riachuelo e por meio de cartão de crédito.
A vítima também informou à Polícia Civil que recebeu contato de um número que dizia representar a empresa Shopee, ligação que ela acredita estar relacionada ao golpe.
Segundo o boletim de ocorrência, a aposentada possui registros das conversas, contratos, comprovantes bancários e outros documentos armazenados no celular, que poderão contribuir com as investigações. O caso foi registrado como estelionato e será apurado pela Polícia Civil.