A sessão contou com a participação de Abdala e de O Wartão (União) entre os vereadores que utilizaram a tribuna
A sessão contou com a participação de Abdala e de O Wartão (União) entre os vereadores que utilizaram a tribuna Foto: A Cidade
Daniel Marques
daniel@acidadevotuporanga.com.br
A educação da rede municipal de Votuporanga foi alvo de críticas durante a 35ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal, realizada na noite desta segunda-feira (5). Entre os vereadores que trataram do assunto esteve Cabo Renato Abdala (PRD), que relatou reclamações recorrentes relacionadas ao setor e mencionou questionamentos feitos pelos parlamentares à Secretaria Municipal da Educação. A sessão contou com a participação de Abdala e de O Wartão (União) entre os vereadores que utilizaram a tribuna.
Durante sua manifestação, Cabo Renato Abdala afirmou que já havia sido apresentada e encaminhada ao Ministério Público uma carta elaborada por educadores, contendo 22 assinaturas e reclamações relacionadas à educação municipal. “Vou tocar em um assunto que está sendo recorrente: as reclamações relacionadas à educação. Nós já fizemos leitura da carta [texto dos educadores com 22 assinaturas sobre reclamações do setor], encaminhamos para o Ministério Público. Mas a questão da educação está difícil”, declarou.
O vereador também relatou que outros colegas de Câmara têm reclamado das devolutivas da Secretaria Municipal da Educação aos questionamentos apresentados pelos parlamentares. Segundo Abdala, entre os assuntos está a comunicação aos pais sobre mudanças previstas para o próximo ano letivo.
“É preciso ter diálogo, senão ficará complicado. [há] algumas ações sendo tomadas sem prévia comunicação aos pais. Eu vou dar a notícia aqui: vai mudar tudo o horário o ano que vem, e os pais não estão sabendo ainda. Estamos em outubro, aí chega o ano que vem, avisa de última hora, pra pessoa adequar horário de trabalho, fica complicado. Por que já não avisa antes? Tenha diálogo, manda a cartinha e pega a assinatura do pai e da mãe”, afirmou.
Na sequência, Abdala mencionou diretamente a secretária municipal de Educação, Sílvia Letícia de Faria, ao defender que a pasta mantenha comunicação com os vereadores e responda aos questionamentos encaminhados pelo Legislativo.
“Tá difícil pra secretária? Tá difícil também para os vereadores ficarem aqui sem resposta. Como é que faz? A gente fala o que para o povo? Deixar o povo sem informação, sem resposta? Devolve o não; um não bem respondido, é não. Agora, deixar no vácuo os vereadores é ruim porque quando vier projeto, a gente deixa no vácuo também”, disse.
Outro vereador que levou críticas relacionadas à educação à tribuna foi O Wartão (União). Segundo ele, ainda há crianças que não estão participando de creches por falta de vagas.
O parlamentar também abordou a situação do Cemei Terruel, localizado no bairro Pozzobon, e questionou como a Prefeitura pretende reorganizar o atendimento na unidade. Conforme relatado por O Wartão, a proposta seria alterar a utilização do espaço para atender crianças de 0 a 3 anos e redistribuir para outras escolas as demais crianças que atualmente estudam no local. “Vai colocar de 0 a 3 anos, e vai colocar as crianças que estudam, que moram ao lado, pra estudar em outra escola. Porque dizem que ali está muito cheio, não cabe mais. Teria que comprar um espaço, ou alugar, pra colocar essas crianças, não apenas mudar elas para outras escolas”, afirmou.
O Wartão também relatou dificuldades para obter respostas da secretária municipal de Educação aos questionamentos que apresenta. Segundo o vereador, além de não responder às demandas, Sílvia Letícia não atenderia às ligações telefônicas feitas por ele. “Nem telefone ela atende, você liga pra ela, ela não atende”, declarou.
Resposta da Secretaria da Educação
O jornal
A Cidade entrou em contato com a Secretaria Municipal da Educação que emitiu uma nota sobre a questão: “a Prefeitura de Votuporanga esclarece que a mudança na atuação das educadoras, que passarão a exercer a função de professoras nas escolas, exigirá ajustes nos horários da rede municipal de Educação para o próximo ano. A definição, porém, ainda não foi concluída e será divulgada posteriormente. Quanto ao projeto de enquadramento, a proposta contempla, neste primeiro momento, as educadoras, considerando os requisitos previstos nos respectivos concursos. Para esse cargo, é exigida formação superior em Pedagogia, enquanto essa formação não é requisito para o cargo de técnico. Por isso, a proposta considera as atribuições e as exigências próprias de cada função. Sobre a audiência pública, caso seja convocada, a Secretaria da Educação estará à disposição para participar e prestar os esclarecimentos necessários. O assunto já vem sendo discutido com as partes envolvidas”.