No Beach Club Paradiso, a presença constante dos monitores circulando entre as crianças ajuda a revelar como o turismo familiar mudou nos últimos anos
Foto: Arquivo Pessoal
Por Jociene Ferreira Pedrini
Durante muito tempo, recreação infantil foi tratada como um detalhe dentro da hotelaria brasileira. Hoje, virou argumento de venda. No Beach Club Paradiso, a presença constante dos monitores circulando entre as crianças ajuda a revelar como o turismo familiar mudou nos últimos anos.
Enquanto muitos adultos descansam próximos à praia ou acompanham as atividades aquáticas, equipes de recreação conduzem brincadeiras, jogos coletivos e dinâmicas ao longo do dia. A movimentação praticamente não para.
Segundo Luísa Andrade, Executiva de Contas da Rede Intermares, a ideia é criar experiências que envolvam não apenas as crianças, mas também tragam tranquilidade aos pais. “Os pais querem descansar durante as férias. Então a gente oferece atividades realmente dinâmicas para as crianças”, explica.
A fala parece simples, mas ajuda a entender uma mudança importante no setor turístico: o descanso dos adultos passou a depender diretamente da experiência infantil.
Empreendimentos turísticos perceberam que espaços preparados para crianças aumentam o tempo de permanência das famílias, fortalecem a fidelização do público e ampliam a percepção de qualidade da viagem.
Em períodos de férias escolares e feriados prolongados, a programação do Beach Club ganha atividades temáticas, caça ao tesouro e brincadeiras coletivas que transformam o ambiente quase em uma colônia de férias à beira-mar.
O resultado aparece no comportamento dos próprios visitantes. Enquanto as crianças correm entre os recreadores e os brinquedos aquáticos, muitos adultos conseguem experimentar algo cada vez mais raro no turismo contemporâneo: descansar de verdade.