Estrada municipal João Costa Ramos tem pedidos de vereadores para receber asfalto desde 2013, mas continua como estrada de terra
O movimento de caminhões e carros na estrada é grande, principalmente entre 15h e 17h, levantando poeira quando a terra está seca Foto: A Cidade
Da redação
A estrada municipal João Costa Ramos, localizada na zona Leste de Votuporanga, não tem pavimentação asfáltica mesmo após mais de uma década de pedidos de moradores e trabalhadores da região. O trecho mais importante, que liga a Estrada Municipal Nelson Bolotário e o 5° Distrito Industrial Alcides Alves da Silva, continua de terra, mesmo sendo bastante movimentado.
A indicação atual para resolver o problema do trecho em questão, que tem pouco mais de 1,3km de extensão, é de autoria da vereadora Débora Romani (PL). Esse é a segunda indicação dela sobe o mesmo tema feita apenas nesse ano. Em março, foi protocolada outra com o mesmo teor, mas que não foi atendida.
As justificativas para pavimentar o trecho da estrada João Costa Ramos, de acordo com a vereadora, são “que a ausência de pavimentação asfáltica no referido trecho vem causando inúmeros transtornos, especialmente em períodos de estiagem, devido ao excesso de poeira, e em dias chuvosos, em razão do acúmulo de lama, dificultando o tráfego de veículos leves e pesados, além de comprometer a segurança e a mobilidade no local.”
Ela também afirma que “o trecho é bastante utilizado por trabalhadores que se deslocam diariamente para o distrito industrial, além de moradores da zona rural e demais munícipes que dependem da via para suas atividades diárias e a falta de pavimentação tem dificultado o trânsito de veículos, podendo inclusive ocasionar acidentes e prejuízos para os transeuntes.”
Moradores da região reclamam do excesso de poeira durante a seca e do barro e lama quando chove. Antônio Reis, de 62 anos, conta que faz mais de 10 anos que mora no local, mas sabe que as promessas de asfaltar a estrada são anteriores a isso. “Já foram feitas promessas, só que isso aí só vinha na época de eleição, aí começava. Depois passava a eleição, nada. Mas quando está seco aqui é terrível, muita poeira. E aí quando chove é barro, muito barro. E aí fica difícil de sair porque você sai, é barro para lá, barro para cá”, conta.
Maria Aparecida, 65 anos, que é moradora do local há um ano apenas, conta que é difícil conviver com a poeira levantada pelos caminhões e carros que passam. “Nossa, muita poeira. Agora não, porque molhou, né? Mas quando está seco, você não aguenta. Porque a tarde é muita poeira. Eu acho que o barro, pelo menos pra mim, não incomoda tanto. O que me incomoda é a poeira. Tudo fica cheio de terra”, afirma.
Reinvindicação antiga
A demanda pela pavimentação da estrada João Costa Ramos vem desde 2013. Na época, o jornal A Cidade reportou que o vereador Osmair Ferrari fez uma indicação ao então prefeito, Juninho Marão, e ao deputado Carlão Pignatari pedindo verbas para realização da obra.
O vereador indicava naquela época os mesmos problemas que acontecem atualmente, dizendo que “Nos períodos de chuva esses agricultores e moradores do Bairro Monte Verde que utilizam a estrada diariamente tem dificuldade de acesso.”
O que diz a Prefeitura
O A Cidade entrou em contato com a Prefeitura para entender a situação da estrada municipal João Costa Ramos. Confira a resposta na íntegra: “a Prefeitura de Votuporanga informa que a via mencionada trata-se de uma antiga estrada VTG, incorporada ao perímetro urbano em uma região limítrofe da cidade, localizada na divisa entre a área urbana consolidada e propriedades rurais particulares. Conforme levantamento técnico da Secretaria de Planejamento Urbano, para que a via possa receber pavimentação dentro dos critérios exigidos para estradas vicinais urbanizadas, é necessária a adequação da largura mínima de 15 metros, sendo 7,5 metros para cada lado a partir do eixo da via. Essa condição demanda estudos complementares e adequações envolvendo divisas de áreas particulares existentes no local. A Administração Municipal já possui projeto técnico e orçamento elaborados para a futura pavimentação da via, estando preparada para protocolar imediatamente a solicitação de adesão assim que houver abertura de convênios ou linhas de financiamento específicas voltadas à pavimentação de estradas vicinais. No entanto, nos últimos anos, não houve disponibilização de recursos compatíveis com esse tipo de intervenção. É importante destacar ainda que a via está localizada no limite do bairro, em uma área de transição entre o perímetro urbano e a zona rural, sem fluxo estrutural significativo neste momento. Futuramente, o trecho poderá integrar novas interligações viárias, conforme o crescimento e expansão urbana da região”.