Agora, 26 anos depois, sua filha Fernanda é quem quer ajudar o pai a se reconectar com seus entes queridos
Francisco Alves Pereira está em busca de seus familiares em Votuporanga. Foto: Arquivo pessoal
Da redação
Em 1980, Francisco Alves Pereira, então com 20 anos de idade, saiu de Votuporanga com os irmãos e os pais. O destino? Rondônia. A ideia da família era tentar uma vida melhor no território que se tornaria, menos de dois anos depois, o mais novo estado brasileiro.
Essa história é muito parecida com a de muitos brasileiros que se mudaram de estado em busca de melhores oportunidades. Desde a época da proclamação da república, o governo tentou de todas as formas “colonizar” a região da floresta amazônica, com o objetivo de proteger o território nacional de invasões. No começo dos anos 1980, o foco era a exploração de látex, que era feito na região.
É nesse contexto que Francisco e sua família foram para Rondônia. Mas sua história começou 20 anos antes. Nascido em Parisi, no ano de 1960, Francisco e sua família se mudaram pouco depois para Votuporanga, onde ele passou boa parte da sua infância e adolescência. Sua família era humilde e ele e seus 10 irmãos sempre ajudaram nos trabalhos da roça da família.
Quando a família conseguiu um terreno no então território de Rondônia, eles decidiram se mudar para tentar uma vida melhor. Foram então os pais e alguns dos irmãos, embarcar em uma viagem longa e custosa. Atualmente, a viagem de São Paulo para Porto Velho, capital de Rondônia, dura quase três dias inteiros. Nos anos 1980, era ainda mais. Mesmo assim, a esperança falou mais alto, e eles foram.
Para quase toda a família, o experimento não vingou. Pouco tempo depois, os pais e boa parte da família voltou para Votuporanga. Francisco não veio. Com oferta de emprego na área de construção civil e salário tentador, ele foi para Manaus, capital do Amazonas.
A experiência foi boa, pois foi lá que conheceu sua esposa, com a qual ainda hoje é casado. Decidido a constituir uma família, ficou por Manaus. A última vez que fez a viagem para Votuporanga foi em 2000. Viu a família pela última vez, e então, em uma época antes das redes sociais e celulares, perdeu contato.
Agora, 26 anos depois, sua filha Fernanda é quem quer ajudar o pai a se reconectar com seus entes queridos. Ela busca saber mais e tentar, com sorte, contato de seus tios, José Precedino, Antônio, Nelson, Maurício, Sebastião, Antônio, Miguel, Maria e o caçula Milton, todos filhos de José Alves de Jesus e Luiza Maria de Jesus.
Caso tenha informações que possam ajudar os parentes de Francisco, entre em contato com o jornal Fernanda pelo WahtsApp (92) 98645-2622.