No Dia Nacional da Doação de Órgãos, Santa Casa de Votuporanga destaca atuação da e-DOT, equipe responsável por acompanhar e conduzir o processo de doação e captação de tecidos
No Dia Nacional da Doação de Órgãos, Santa Casa de Votuporanga destaca atuação da e-DOT, equipe responsável por acompanhar e conduzir o processo de doação e captação de tecidos Foto: Santa Casa
Falar sobre doação de órgãos é, antes de tudo, falar sobre solidariedade. Em um momento marcado pela dor de uma perda, uma família pode encontrar na decisão de doar uma forma de transformar uma despedida em esperança para outras pessoas. Na Santa Casa de Votuporanga, esse processo é acompanhado pela Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes (e-DOT), que atua na identificação de potenciais doadores, acompanhamento dos protocolos e condução das etapas necessárias para que a doação aconteça de forma segura, ética e respeitosa.
Entre setembro de 2025 e setembro de 2026, a Santa Casa realizou 14 protocolos de morte encefálica e foram realizadas 124 captações de córneas. Por trás de cada número existe uma história, uma família e um trabalho que exige responsabilidade, sensibilidade e acolhimento. A e-DOT atua junto às equipes assistenciais e aos serviços responsáveis pela doação, acompanhando o paciente e oferecendo orientação e acolhimento aos familiares durante todo o processo.
Para Bruno Chiquetto, coordenador da e-DOT, o trabalho da equipe também passa pela informação e pelo acolhimento. “Nosso papel é acompanhar todo esse processo com muita responsabilidade e, principalmente, oferecer informação e acolhimento à família. A doação de órgãos envolve protocolos rigorosos e equipes preparadas. É importante que as pessoas conheçam esse processo e entendam que, quando uma família autoriza a doação, ela está possibilitando que outras pessoas tenham uma nova oportunidade de vida.”
Desmistificar para conscientizar
Ainda existem dúvidas e muitos mitos em torno da doação de órgãos. A morte encefálica, por exemplo, não é a mesma coisa que coma. Trata-se da perda completa e irreversível das funções do cérebro, confirmada por um protocolo rigoroso, com exames e avaliações realizadas por profissionais habilitados. Somente após a confirmação da morte encefálica e a autorização da família é que o processo de doação pode seguir.
A captação também é realizada por equipes especializadas, com todo o cuidado e respeito ao doador. Após o procedimento, o corpo é preparado e entregue à família, preservando sua dignidade e permitindo que os familiares realizem os procedimentos funerários normalmente.
Conscientizar é também conversar em casa. No Brasil, a família tem papel fundamental na autorização da doação. Por isso, mais importante do que apenas desejar ser doador é contar à família sobre essa vontade. Uma conversa que pode parecer difícil hoje pode fazer toda a diferença amanhã.
Neste Dia Nacional da Doação de Órgãos, a Santa Casa de Votuporanga reforça que doar é um gesto de amor que pode continuar depois da despedida.