Pré-candidato a deputado federal, Mega esteve nos estúdios da emissora no dia 16, quando falou sobre política regional e nacional, seus projetos, sua trajetória e também sobre a perda da esposa
Dalbert Mega (Foto: A Cidade)
O pré-candidato a deputado federal Dalbert Mega esteve, nesta semana, nos estúdios da rádio
Cidade 94,7 FM, onde participou de entrevista sobre sua trajetória política, sua visão a respeito do cenário nacional, os planos para as próximas eleições e também momentos marcantes de sua vida pessoal, entre eles a perda de sua esposa, Léia.
Natural de Votuporanga, Mega é filho de Leomar Ferreira, funcionário da antiga Cesp, e da professora Eurides Mega. Em 1983, mudou-se para Jundiaí em razão da transferência profissional de seu pai. Foi naquela cidade que iniciou sua carreira na companhia energética.
Apesar da estabilidade na estatal, Mega sempre cultivou o desejo de empreender. Em 2004, aproveitou um plano de demissão voluntária da Cesp e fundou sua primeira empresa, a Lokalaser, especializada na locação de equipamentos médicos de alta tecnologia. O negócio prosperou e, em 2007, passou a atuar em todo o Brasil.
Com o crescimento empresarial e a paixão por carros esportivos e antigos, Mega passou a chamar atenção em Jundiaí, onde foi vítima de assaltos. Em busca de mais tranquilidade, retornou a Votuporanga em 2009. No ano seguinte, casou-se com Léia, em cerimônia celebrada pelo saudoso padre Sílvio Roberto. Da união nasceram Sofia, e Sara.
Em 2024, Mega disputou a Prefeitura de Votuporanga e foi o segundo candidato mais votado, com cerca de 20% dos votos. A eleição marcou sua entrada na vida pública.
Durante a entrevista, Mega agradeceu os votos recebidos nas eleições municipais e destacou que pretende manter a mesma linha política nesta nova fase.
“Eu vou honrar cada voto que tive, mantendo a mesma visão política. Eu sou um homem de direita, todo mundo sabe disso, e a minha visão não mudou, porque a nossa missão é maior. Como deputado federal, representando Votuporanga e o Noroeste Paulista, a responsabilidade é muito grande. Minha política é essa: manter sempre essa linha da direita”, afirmou.
Sobre a possibilidade de disputar uma vaga no Congresso Nacional e a chance de Votuporanga voltar a ter um representante em Brasília, Dalbert lembrou que, na primeira eleição, concorreu por um partido menor e arcou com boa parte da própria campanha. Segundo ele, o convite do PP, seu atual partido, trouxe uma nova perspectiva.
“Agora temos um partido com uma estrutura maior, com fundo partidário, o que nos dá ânimo para entrar na disputa. Eu acredito muito que Votuporanga vai voltar a ter um deputado federal representando a cidade”, declarou.
Ao comentar o cenário político para as eleições do Executivo, tanto em âmbito nacional quanto estadual, Mega afirmou que seu grupo político já tem posicionamento definido.
“O nosso partido já está definido. Nós vamos de Flávio Bolsonaro e Tarcísio. Tenho muita esperança em uma mudança. O Flávio é um nome mais jovem, tem 44 anos, então acho que começa por aí. Mas, chegando lá, é preciso cobrar. Não vamos aceitar reeleição, queremos mudança. Não queremos polarização. A pessoa só demonstra boas intenções quando está comprometida com o cargo que ocupa”, disse.
Outro nome citado durante a entrevista foi o do ex-candidato à Prefeitura de São Paulo Pablo Marçal. Mega destacou que Marçal se filiou ao União Brasil, partido que integra a Federação União Progressista ao lado do PP. Segundo Mega, a eventual participação de Marçal na disputa para deputado federal poderia fortalecer a legenda.
“Provavelmente ele vem a deputado federal, é o que esperamos. Então, ele puxa votos para a federação. A nossa legenda fica muito forte. Pelos cálculos, não vamos precisar de tantos votos, mas estamos animados e trabalhando para alcançar uma votação expressiva”, afirmou.
Mega também demonstrou confiança em uma votação significativa em Votuporanga. “Sendo bem votado aqui, acredito em cerca de 20 mil votos na cidade”, projetou.
Uma das principais bandeiras defendidas por Mega é a valorização dos motoristas de aplicativo. Segundo ele, a categoria utiliza o veículo como ferramenta de trabalho, mas ainda enfrenta uma carga tributária elevada e poucos benefícios.
“O motorista de aplicativo é uma categoria que não tem espaço. Eles pagam IPVA e, na compra de um carro zero quilômetro, não têm benefício nenhum. A nossa ideia é buscar a isenção para quem usa o carro como instrumento de trabalho, assim como também pensar nos motociclistas. Sou a favor de enxugar a máquina pública e de reduzir ao mínimo os impostos sobre o trabalhador”, destacou.
No momento mais pessoal da entrevista, Mega se emocionou ao falar sobre a perda da esposa, Léia. O empresário afirmou que ela teve papel fundamental em sua trajetória pessoal, familiar e profissional.
“Ela era a pessoa mais importante da minha vida. Foi minha única esposa, eu fui seu único marido, e temos duas filhas. É difícil não me emocionar. Eu choro todos os dias, é muito duro. Mas a Léia sempre me apoiou em tudo. Se sou quem sou hoje, é por causa dela. Foi um trauma enorme, um luto imenso”, declarou.
Apesar da dor, Mega afirmou que pretende honrar a memória da esposa em sua caminhada pública.
“Tenho certeza de que vamos vencer essa eleição, e essa vitória será dedicada a ela. A Léia era uma pessoa muito do bem, ajudava todos que podia, sem maldade nenhuma. Eu vou honrá-la”, concluiu.