eclaração foi feita durante entrevista ao vivo concedida à rádio Cidade 94,7 FM na tarde de ontem, durante o Jornal da Cidade
O prefeito Jorge Seba e o secretário municipal de Trânsito, Transporte e Segurança, Marcelo Zeitune, estiveram na Cidade FM. Foto: A Cidade
Da redação
Em meio a reclamações sobre a sensação de insegurança na cidade, o prefeito de Votuporanga, Jorge Seba, criticou o Estado por falta de investimento na segurança pública do município, principalmente em relação ao efetivo da PM. Ele falou sobre o assunto em entrevista ao vivo na rádio
Cidade 94,7 FM, na tarde desta quinta-feira (26), durante o Jornal da Cidade, onde estava ao lado do secretário municipal de Trânsito, Transporte e Segurança, Marcelo Zeitune.
O chefe do Poder Executivo municipal destacou ações adotadas pela administração para reforçar a segurança local, especialmente por meio da atividade delegada. “Em 2020, nós já tínhamos isso, esse pensamento nosso, na área de segurança, de intensificação. A sensação de segurança é uma coisa, e também temos que apresentar o dado real que é dar segurança ao cidadão. Nós tínhamos uma presença de policiais nas ruas muito pequena. Tínhamos quatro policiais em atividades delegada. Hoje são 10 policiais em atividade delegada. O que significa isso: eles trabalham mais de 2 mil horas por mês”, afirmou.
De acordo com Seba, em 2025, a Prefeitura investiu R$ 1,3 milhão no custeio de efetivo em atividade delegada, que atua diretamente no município. Ele também destacou o atual contingente da Polícia Militar na cidade, que, segundo ele, gira entre 60 e 70 policiais, enquanto Votuporanga possui mais de 100 mil habitantes, conforme o último levantamento do IBGE.
O prefeito comparou o crescimento populacional com a evolução do efetivo policial ao longo dos anos e cobrou maior participação do Estado. “Respeito tanto as forças policiais aqui. Hoje deve ter na faixa de 60 ou 70 policiais. Passaram-se 20 anos, a população praticamente dobrou, e o efetivo policial, que a segurança pública do Estado de São Paulo, não é esse governo do Tarcísio, são todos de lá pra cá, eles deixaram de colocar efetivo. Se tínhamos lá atras 60, tinha que ter pelo menos 100, correto? Se nós temos 60, 65 aqui, esse número que nós colocamos de 10 policiais por dia, que nós pagamos com nosso imposto, onde o estado deveria fazer isso, esse número dobra. Ou seja, nós conseguimos fazer o que era necessário fazer”, declarou.
Seba também afirmou que os municípios têm assumido responsabilidades que, segundo ele, não são de sua competência constitucional, reforçando o impacto financeiro dessa atuação. “O município não tem que promover segurança pública. Nós gastamos mais com atividade delegada que outros municípios. Eu tenho que fazer isso, ao bem da população, já que o estado não consegue fazer isso”, concluiu.