Uma comissão vai apurar as possíveis irregularidades cometidas por candidatos ao cargo de conselheiro tutelar
Sede do Conselho Tutelar; a eleição para conselheiro tutelar virou uma polêmica na cidade (Foto: Prefeitura de Votuporanga)
Daniel Castro
daniel@acidadevotuporanga.com.br
O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Votupo-ranga (CMDCA) abriu uma sindicância para investigar possíveis irregularidades cometidas por candidatos na eleição do Conselho Tutelar, que ocorreu o último dia 6.
Uma resolução publicada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Votuporanga convoca a Comissão de Sindicância do CMDCA. Para a abertura, foram consideradas as denúncias recebidas das possíveis irregularidades cometidas por candidatos na Eleição Unificada do Conselho Tutelar de Votuporanga 2019.
A Comissão de Sindicância será a mesma comissão do processo administrativo de escolha dos conselheiros tutelares de Votuporanga, formada pela resolução 004 de 23 de maio de 2019 com colaboradores da mesa diretora do CMDCA.
Assim, foi convocada a comissão do processo administrativo de escolha dos conselheiros tutelares de Votuporanga, que vai apurar as possíveis irregularidades cometidas por candidatos ao cargo de conselheiro tutelar no município.
A eleição para conselheiro tutelar em Votuporanga virou uma polêmica. Após o pleito, sete pessoas que foram candidatas ao cargo denunciaram irregularidades na eleição. Uma carta aberta aos órgãos de imprensa e à população de Votuporanga apontou possíveis infrações.
Segundo eles, há “inúmeros indícios de irregularidades que acabaram por contaminar o resultado da eleição: efetivo e indiscriminado movimento de transporte de eleitores por parte de alguns candidatos; denunciação pública de compra de votos; vinculação de alguns candidatos ao sistema Municipal de Assistência Social”.
A carta aponta ainda falta de transparência na apuração; falta de lógica e de transparência no sistema montado para o exercício do voto, com o cadastramento em um ambiente e o local de votação em outro. Na visão deles, isso, em tese, poderia ter produzido reprodução das senhas de votação (tickets coloridos), já que o eleitor transitou pelas instalações de posse dele e há notícias de que alguns o receberam, mas em virtude do tumulto na fila de votação, foram recomendados a voltar mais tarde, já com a emissão da autorização de voto em mãos, para posterior votação. “Diante de todos esses indícios de irregularidades, decidimos não reconhecer o resultado do pleito apresentado na noite de 6 de outubro, assim como exigirmos das autoridades responsáveis a apuração rígida de todos esses indícios de ocorrências que transformaram o pleito democrático em um aparente mar de ilegalidades praticadas por alguns candidatos e suas campanhas”.