A proposta foi votada na sessão desta segunda-feira da Câmara Municipal de Votuporanga, que durou mais de quatro horas e meia
Na noite de ontem foi realizada a segunda sessão ordinária da Câmara Municipal de Votuporanga deste ano (Foto: Daniel Castro/A Cidade)
Daniel Castro
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Gerou polêmica o projeto de lei que autoriza a Prefeitura de Votuporanga a contratar um financiamento de até R$ 20 milhões para algumas obras, entre elas a construção do novo Paço Municipal. A proposta, votada às 22h25, foi aprovada com três votos contrários na sessão desta segunda-feira da Câmara Municipal.
O primeiro vereador a usar a tribuna foi Mehde Meidão Slaiman Kanso (PSD), presidente da Casa de Leis, que falou sobre as suas indicações. Entre as sugestões, ele reivindica que o Poder Executivo promova, juntamente com os organizadores do OBA Festival, um carnaval popular em pontos estratégicos da cidade, atendendo solicitação de diversos munícipes.
Antônio Carlos Francisco (SD) apresentou um anteprojeto que trata sobre a proibição de tráfego de veículos de produtos perigosos nas vias públicas do entorno da bacia de acumulação do sistema de captação do marinheirinho.
Sílvio Carvalho, o Silvão (PSDB), comentou sobre as explicações do prefeito João Dado, na última sessão, em relação as obras do seu governo. O parlamentar questionou o número de obras iniciadas e concluídas na atual administração. Ele apontou ainda que o chefe do Poder Executivo reclamou de possíveis dívidas deixadas pelo seu antecessor. “O mínimo que o Dado deve ter é respeito ao Juninho”, falou.
Quarto vereador a falar, o Professor Casali (PSD) disse que muitas pessoas fazem questionamentos sobre os salários dos vereadores, no entanto poucos entendem que existe uma legislação que regulamenta a questão. “Por favor, não me venha com esse negócio de quanto o vereador ganha. Se quiser fazer mídia, que se faça de outra forma. Não me venha com churumelas”.
Dr. Ali (PV) falou sobre suas indicações, entre elas a reivindicação ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador Manoel Pereira Calças, para que estude a possibilidade de ser criada uma vara especializada em violência doméstica e familiar na comarca, tornando mais célere a resolutividade de casos nesse segmento.
Osmair Ferrari (PP) voltou a falar sobre as obras de cobertura e iluminação da Arena Plínio Marin. Ele entende que a empresa responsável pelo serviço é pequena para “dar conta do recado”.
O vereador Serginho da Farmácia usou seu tempo para homenagear Fernando Oliveira Picerne “pela brilhante trajetória em competições automotivas e automobilísticas, sempre representando Votuporanga dentro e fora do país”. Fernando recebeu um Voto de Congratulação da Casa de Leis.
Rodrigo Beleza (SD) espera que o Poder Executivo solucione a questão da cobertura e iluminação da Arena. Na visão dele, a prioridade deveria ser a iluminação, porque com ela, o estádio poderia sediar jogos à noite, o que levaria mais público às partidas do CAV.
Emerson Pereira (SD) relatou que faltam vagas nas creches de Votuporanga. “Foi falado que esse ano seria resolvida a questão. Não podemos mais aceitar a situação como está. O Poder Executivo tem que chamar mais profissionais. O que não podemos é aceitar a grande demora da Secretaria da Educação”, disse.
Chandelly Protetor (PTC) reclamou sobre a empresa que faz o serviço de manutenção da iluminação pública em Votuporanga. “Eles não estão cumprindo o contrato”, apontou.
Último vereador a usar a tribuna no tempo destinado aos discursos dos parlamentares, Daniel David (PV), parabenizou o trabalho realizado pelo médico Chaudes Ferreira Júnior na Santa Casa de Votuporanga.
Projeto
Um dos principais projetos votados na noite desta segunda-feira é o que autoriza a Prefeitura a contratar uma instituição financeira de crédito para financiamento de despesas de capital até o limite de R$ 20 milhões. Destes recursos, R$ 2 milhões são para financiamento de despesas de capital de galerias de águas pluviais. Outros R$ 3 milhões servirão para a transposição do córrego do curtume e outras obras de saneamento básico. Mais R$ 5 milhões serão destinados à infraestrutura urbana em distrito ou áreas do município. Por fim, R$ 10 milhões são para financiamento de despesas de capital de construção do Paço Municipal.
Para Marcelo Coienca (MDB) é cedo para fazer um financiamento. “Por que não buscar recursos fora? Vamos buscar as emendas”, disse.
Emerson Pereira relatou que é contra o projeto pedir financiamento para várias obras, no entanto votaria a favor já que são necessários os trabalhos antienchentes.
Silvão observou que o financiamento é de dez anos, portanto o prefeito deixará dívidas para o município.
Dr. Ali entende que é necessário ter bom senso e o Paço Municipal é um importante prédio de uma cidade que pensa grande.
Daniel David observou que o Paço Municipal trará benefícios para o município e para os cofres da Prefeitura. “Temos que olhar com os olhos da razão”, falou.
No final, Marcelo, Silvão e Osmair votaram contra o projeto.