Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) foram divulgados na manhã de ontem
Somente em dezembro, Votuporanga perdeu 120 postos de trabalho com carteira de trabalho (Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil)
Daniel Castro
daniel@acidadevotuporanga.com.br
Votuporanga terminou o ano de 2018 com saldo negativo na geração de empregos formais, que é o resultado do número de contratações menos a quantidade de demissões. Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) foram divulgados na manhã desta quarta-feira pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Somente em dezembro, a cidade perdeu 120 postos de trabalho.
No município, em dezembro, foram contratados 787 trabalhadores, e outros 907 perderam o emprego, resultando em um saldo de -120. O setor da indústria de transformação admitiu 172 trabalhadores e demitiu 209: saldo de -37.
A construção civil também registrou saldo negativo (-61 vagas), porque admitiu 53 trabalhadores, mas dispensou 114.
Já o comércio registrou mais contratações do que demissões. São 175 dispensas contra 223 contratações, resultando em 48 postos de trabalho.
No setor de serviços, o Caged mostra -71 vagas, já que dispensou 402 pessoas e contratou 331. A Administração Pública demitiu um trabalhador.
A agropecuária teve saldo positivo (duas vagas), com seis desligamentos e oito contratações.
Em todo o ano de 2018, o Cadastro mostra, em Votuporanga, 10.463 admissões e 10.466 desligamentos, resultando em -3 vagas de trabalho.
O Brasil encerrou 2018 com saldo positivo de 529,5 mil empregos formais, segundo dados do Caged. Esse foi o primeiro saldo positivo desde 2014, quando houve geração de 420,6 mil empregos formais.
O setor que gerou o maior saldo positivo de empregos formais foi o de serviços, com 398,6 mil, seguido pelo comércio (102 mil). A administração pública foi a única a registrar saldo negativo, 4,19 mil. Conforme a Secretaria, essas demissões no serviço público devem ter ocorrido pela restrição fiscal em estados e municípios e são referentes apenas a trabalhadores celetistas.
São Paulo foi o estado que mais gerou empregos (146,6 mil), seguido por Minas Gerais (81,9 mil) e Santa Catarina (41,7 mil). Os maiores saldos negativos foram Mato Grosso do Sul (3,1 mil), Acre (961) e Roraima (397).