Resultado de 3,54% de crescimento em novembro teve forte influência da Black Friday, que atraiu os consumidores para as promoções
Novembro foi o terceiro mês em que o acumulado de 2018 voltou a aumentar nas vendas (Foto: Divulgação/ACV)
O faturamento real dos supermercados no estado de São Paulo (deflacionado pelo IPS/FIPE e calculado pela Associação Paulista de Supermercados), no conceito de mesmas lojas – que considera as unidades em operação no tempo mínimo de 12 meses – apresentou aumento de 3,54% em novembro, comparado ao mesmo mês de 2017. Este resultado fez o acumulado do ano chegar a 2,48% de crescimento em relação ao ano anterior.
“Os números do mês de novembro foram influenciados pela Black Friday. Os supermercados, desde os pequenos às grandes redes, perceberam o aumento na intenção de compra nesta dada e buscaram o uso de ofertas, promoções e ativações junto ao consumidor via redes sociais e tabloides, que geraram ótimos resultados”, explicou o economista da APAS, Thiago Berka.
Novembro foi o terceiro mês em que o acumulado de 2018 voltou a aumentar nas vendas no comparativo com o mesmo período de 2017. Esse bom desempenho coloca um provável alcance do piso da projeção da APAS de crescimento para 2018, que ficou entre 2,5% e 3%. Atualmente está em 2,48%
Para Berka, outro fator que também contribuiu para o bom resultado de novembro foi o desempenho, ainda que tímido, da retomada do emprego, que voltou a subir por conta das contratações temporárias, que foram maiores que as de 2017.
Desempenho por Região
A região de Campinas vem sendo o destaque nesta recuperação das vendas do estado desde setembro. “Esta importante região não conseguia ter aumentos na comparação ano contra ano e agora já tem um desempenho aproximado do interior de São Paulo, que é o grande destaque de 2018 em termos de vendas”, avaliou o economista da APAS.
A região da Grande SP, que estava com quedas constantes no acumulado e corria o risco de ficar no negativo nas vendas acumuladas de 2018, conseguiu também ter o terceiro mês seguido de aumento nas vendas. “A Grande SP é a região que mais sofre com a concorrência de atacarejos e com o desemprego maior que a média das outras regiões, por isso observamos performances seguidamente abaixo do resto do estado”, concluiu Berka.