Os parlamentares repudiaram a possibilidade da legalização da interrupção da gestação
Os parlamentares repudiaram a possibilidade da legalização da interrupção da gestação (Foto: Daniel Castro/A Cidade)
Daniel Castro
daniel@acidadevotuporanga.com.br
Entre os assuntos abordados na sessão desta segunda-feira (30) da Câmara Municipal de Votuporanga, um comentado por grande parte dos vereadores foi a questão do aborto, e os parlamentares repudiaram a possibilidade da legalização da interrupção da gestação.
Primeiro vereador a falar na tribuna, Mehde Meidão (PSD) comentou sobre um Voto de Congratulação de sua autoria destinado ao empresário Matheus Rodero por conta da organização da Feijuca do Bem, evento realizado este mês e que teve os recursos destinados à Santa Casa de Misericórdia de Votuporanga.
Marcelo Coienca (MDB) cobrou providências em relação ao desfavelamento do Matarazzo. Em aparte, os vereadores Chandelly Protetor (PTC) e Dr. Ali (PV) apoiaram Marcelo em relação à reivindicação. “Vamos pleitear com o prefeito para que seja resolvida a questão. Isso é uma questão de dignidade”, falou. Ele repudiou o aborto e disse que em qualquer mês de gestação é errado interromper a gestação.
Daniel David (PV) explicou que a questão do desfavelamento está paralisada na Caixa Econômica Federal.
No plenário, moradores do Matarazzo reclamaram da situação, o que atrapalhou a sessão, precisando do vereador Osmair Ferrari (PP), presidente da Câmara, interferir, uma vez que munícipes não podem se pronunciar sem autorização durante as sessões do Poder Legislativo.
Daniel, no seu momento de usar a tribuna, repudiou o posicionamento do deputado Jean Wyllys em relação ao aborto. “Eu já vi crianças aqui na Santa Casa nascer com seis meses e hoje estão aí correndo nos quinais de suas casas”, falou.
Dr. Ali também falou sobre a questão do aborto. Na opinião dele, é um absurdo se pensar em legalizar o abordo no Brasil.
Antônio Carlos Francisco (SD) foi outro que falou sobre o desfavelamento do Matarazzo e destacou que os moradores estão em busca de um direito legítimo que é o da moradia. Ele e seu colega Professor Casali (PSD) também repudiaram a possibilidade da legalização do aborto.
Chandelly disse ser totalmente contrário à legalização do aborto. “Fazer o aborto é a mesma coisa que assassinar”, disse.