A protetora Sandra Valéria Curti, 48 anos, cuida de vários animaizinhos em sua chácara denominada Paraíso dos Focinhos
Sandra Valéria Curti, 48 anos (Foto: Arquivo Pessoal)
Daniel Castro
daniel@acidadevotuporanga.com.br
Olhar um animal abandonado ou maltratado, e não fazer nada é algo praticamente impossível para a votuporanguense Sandra Valéria Curti, 48 anos. Apaixonada por animais, ela cuida, em sua chácara denominada Paraíso dos Focinhos, de 70 cães e 21 gatos.
A ideia de criar animais é algo que surgiu ainda na infância de Sandra. “Era um sonho que eu tinha: poder cuidar de vários animaizinhos”, contou. Já adulta, ela começou a resgatar animais maltratados ou abandonados. “Então resgatei um, outro, e muita gente começou a me pedir ajuda por saber que eu gosto de animais”, acrescentou.
Recuperar o animal, lembrou, é só o começo de tudo, uma vez que os bichinhos geralmente chegam com a saúde debilitada. Após cuidar e castrar, surge o problema de não ter onde deixar o bicho, porque a adoção de animais, ainda mais adultos, é algo complicado. “Com isso foi aumentando, aumentando até chegar em um ponto de ser inviável eu morar na minha casa. Eu não tinha mais como morar. Não havia espaço físico”, comentou.
Questionada sobre o nome da chácara, ela esclareceu que quis dar essa denominação porque o projeto da Prefeitura, chamado de Recanto dos Focinhos, é dela. “Quem apresentou para o Dado o projeto do Recanto dos Focinhos foi eu, porque eu já estava procurando uma chácara. Eu não estou copiando um projeto da Prefeitura, eles que pegaram um projeto que era meu, falaram que iam fazer, mas, infelizmente, ficou só no papel”, garantiu.
Em relação à quantidade de animais deixados nas ruas, Sandra acredita que nunca houve tanto abandono de animais como acontece hoje, não somente em Votuporanga, mas em todo o país.
‘Não consigo parar’
A protetora chegou a ter cerca de 70 animais em sua casa, o que lhe causava alguns transtornos, então ela começou a pensar em uma alternativa, e a ideia de criar um local venceu. “Eu não consigo parar. Eu vejo um animal em situação difícil, machucado, sofrendo, eu não consigo virar as costas”, explicou. Sandra, então, buscou uma chácara, e após algumas tentativas, conseguiu.
Ajuda
Para custear tudo, ela realiza diversas ações: rifas, galinhada, cachorro-quente, feijoadas, brechós, entre outras. A voluntária conta com ajuda de pessoas que colaboram com ração e veterinário. “Ao longo dos anos as pessoas que realmente conhecem o meu trabalho e têm afinidade comigo ajudam”.