Dados mais recentes confirmam que a violência contra a mulher, especialmente feminicídio e violência doméstica, têm apresentado um crescimento dos mais preocupantes existentes no Brasil.
Entre 2.015 e 2.025, o número de feminicídios demonstra com muita precisão o crescimento de 174%, saltando de 535 vítimas fatais para 1.500, ocasionando um aumento contínuo nesta última década, independente da Lei nº. 11.340/2.006, que leva o nome de Maria da Penha e que disciplina o comportamento de quem está propenso a eliminar a vida de uma mulher, não tem surtido os efeitos necessários.
Vale ressaltar nesta oportunidade o fato de que o Brasil registrou um recorde absoluto de feminicídios com quase 1.500 mulheres assassinadas, média de quatro mortes por dia, superando o número correspondente ao ano de 2.024.
Estados da Federação com maior número de casos compreendem São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, onde se concentram as maiores ocorrências de todos os gêneros e a forma com a qual se desenvolvem os acontecimentos diários em toda a sua extensão.
Em termos globais, há de se fazer alusão à Organização Mundial da Saúde (OMS), onde aponta a existência da violência contra a mulher é generalizada com cerca de uma em cada três mulheres no mundo, sofrendo violência de grandes proporções ao longo da vida e da própria existência.
É certo que a violência doméstica e familiar tem se expandido com um crescimento à medida que os dias se sucedem. Em 2.025, estimativas indicaram que milhões de brasileiras sofrem algum tipo de violência e que tem sido uma das grandes preocupações, por mais que as autoridades se empenhem, no sentido amplo de proteção às mulheres na vida cotidiana.
Além do que narramos até aqui, especialistas apontam a prática da violência com fundamento em alguns aspectos, tais como desigualdade social, miséria e a impunidade dos que praticam o crime contribuem de forma decisiva para que o crescimento das ocorrências tome dimensão de uma forma desproporcional em todo o país.
Um estudo realizado por pesquisadoras da Universidade Federal do Ceará (UFC), aponta que a violência contra a mulher no Brasil pode crescer até 95% até 2.033, caso o país mantenha o ritmo acelerado observado na última década.
O alerta surge em meio a uma sequência de feminicídios e ataques que motivaram manifestações em diversas cidades brasileiras ao longo dos meses e anos, reacendendo os debates públicos sobre o enfrentamento diário e consistente à violência do gênero que compreende várias situações.
Em 2.013 e 2.023 foram notificados 2.635.514 casos de violência contra a mulher, com crescimento médio anual de 2,26%. As projeções indicam aceleração dessa tendência com aumento estimado de 3,39% em 2.024 e 5,59% em 2.033. Os cálculos se baseiam em dados do Sistema de Informações de agravo e da forma com a qual se desenvolvem a situação presente do Ministério da Saúde.
Os resultados mostram que a violência contra a mulher avança de forma ampla e persistente, atingindo todas as faixas etárias. A violência física, por exemplo, continua sendo a mais praticada, porém, a sexual, cresce em ritmo acentuado com incidência cada vez maior entre meninas e adolescentes e, ao mesmo tempo, observa-se aumento de casos, envolvendo mulheres idosas e vítimas da violência.
A pesquisa aponta que cerca de 40% das notificações envolvem situações de violência repetida, nas quais aparecem também diferentes tipo de agressão que se acumulam e se expandem à medida que a população cresce, ressalte-se que a violência aumenta na mesma proporção, compreendendo várias situações no dia a dia em nosso país.